sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mães blogueiras compartilham histórias e opiniões dos filhos na web

Matéria publicana no G1




"Advogada fala com filho de 13 anos antes de escrever sobre polêmicas.


Produtora de moda e jornalista usam blog para guardar memórias.


Mirella Nascimento


Do G1, em São Paulo




Pais que têm filhos com idade para se conectar à internet se preocupam – ou ao menos deveriam – com o que eles acessam na web. Mas, para algumas mães, há uma preocupação extra: saber o que os filhos pensam sobre o que elas publicam na rede. Mães blogueiras usam as ferramentas virtuais para contar histórias dos filhos e guardar memórias sobre o crescimento deles, criando canais de troca sobre experiências da maternidade.


Até o filho Leoncio ter idade para “cuidar de si mesmo” na internet, a advogada Flavia Penido, de 41 anos, acompanhava os passos virtuais do menino, com orientação e controle na base da conversa. “Com seis, sete anos, ele já jogava gamão on-line. Eu explicava tudo, conversava sobre os perigos de falar com estranhos, especialmente em função de casos de pedofilia”, lembra.


Aos 13 anos, com a responsabilidade cultivada pela mãe, o garoto tem liberdade para acessar os conteúdos que quiser, além de conversar com os amigos pelo MSN e participar de partidas de jogos on-line. Agora, é Flavia – conhecida na web pelo codinome Lady Rasta, usado em seu blog pessoal – quem pede opinião do filho antes de falar sobre assuntos polêmicos na rede.


Advogada e blogueira, Flavia Penido, de 41 anos, passa mais tempo na internet do que o filho adolescente, Leoncio. Quando tem alguma coisa, um assunto mais polêmico, eu converso com ele. Pergunto se ele acha que tem algum problema falar sobre isso no blog. Mas ele é muito tranquilo, nunca pediu que eu não escrevesse sobre alguma coisa, nem quando eu conto nossos diálogos. Não tem vergonha alguma do que eu publico", relata.


Internet encurta distância entre mães e filhos que moram longe O adolescente, que entrou no Orkut há apenas um mês – para poder acompanhar as discussões do time de futebol americano do Palmeiras, do qual faz parte – e não participa de outras redes sociais, acessa eventualmente o blog da mãe, que escreve sobre diversos assuntos, inclusive sobre educação dos filhos.


"Ele lê e fica quieto, não dá muita opinião. Mas de vez em quando pergunta sobre o blog, se eu tenho escrito", conta a advogada. O estudante diz que não tem o costume de ler outros diários virtuais. "Só leio o da minha mãe, porque gosto do que ela escreve. Se não fosse legal, não leria", explica Leoncio. Ele confirma que não se importa quando a mãe fala sobre ele. "O blog é dela, então ela publica o que quiser", resume.
'É minha forma de homenagear sua vida'


Leonor Macedo conta histórias do filho Lucas, de 8 anos, desde que era bebê.  A jornalista Leonor Maria Martin de Macedo, de 27 anos, estava na faculdade quando decidiu criar um blog, para “testar linguagens e estilos”. Algumas semanas depois, se deu conta de que a ferramenta serviria para contar sobre o crescimento do filho Lucas, ainda bebê. Hoje com oito anos, Lucas sabe que é famoso entre os amigos da mãe em função das histórias.
“Ele não lê o blog, mas sabe que eu tenho um e que escrevo sobre ele de vez em quando, porque já achou umas histórias impressas lá em casa”, conta Leonor. Todas as noites, antes de dormir, a jornalista lê para o filho. “Às vezes, ele pede para que eu leia suas histórias, aquelas que estão impressas”, conta.


Diferentemente de Flavia, Leonor não conversa com o filho antes de postar seus relatos. “Não é algo que escondo dele, mas também não lhe peço autorização. São histórias minhas também, por isso me dou o direito de escrevê-las”.


A mãe gosta de pensar que o filho vai encarar os relatos como uma homenagem. “É a minha forma de homenagear a sua vida: guardando suas memórias, dividindo isso com outras pessoas que acham ele tão legal quanto eu acho. Se um dia ele ler, vai juntar com suas memórias pessoais, vai ver como ele cresceu, como ele era amado, de onde ele veio. Acho que não tem como ele achar ruim. Está tudo ali: o primeiro dente que caiu, o primeiro amigo, a primeira arte, o primeiro tombo, o primeiro dia de escola, a primeira namorada. E não só as primeiras, mas as segundas, terceiras e todas as vezes”.


Relato de um parto em casa de início a blog


Flavia criou o blog 'O Astronauta' para relatar as
experiências de João. Em dezembro de 2007, a produtora de moda Flavia Silva, hoje com 35 anos, decidiu registrar em palavras sua experiência com o parto domiciliar do filho João.


“Quando ele tinha 9 meses, percebi que estava esquecendo detalhes do dia do parto. Queria um dia contar para o João a maneira bonita que ele chegou ao mundo, com todos os detalhes. Quando ficou pronto o relato do parto, não queria mais parar. Continuei escrevendo, juntei fotos, e-mails, anotações, e nasceu o ‘Astronauta’”, conta a mãe, que mora em Barcelona desde 2002.


Acredito que ele pode querer ter acesso a essa memória e se emocionar (...). Ele vai conhecer um pouco melhor seus pais e si mesmo"Flavia Silva, produtora de modaO blog “O Astronauta” é dedicado aos relatos sobre a maternidade e sobre João, de dois anos e meio. Como Leonor, Flavia espera que o filho encare o site como uma homenagem “Acho que ele vai encarar de forma positiva. Talvez, se ele ler em plena adolescência, pode achar todo esse ‘blablablá’ chato demais. Mas, acredito que em algum momento da vida ele pode querer ter acesso a essa memória e se emocionar, ficar feliz ou triste, mas principalmente ele vai conhecer um pouco melhor seus pais e si mesmo”.


Ela acredita, porém, que quando João crescer, o tom dos textos pode mudar. “Quando o assunto deixar de ser o desfralde e as ‘birras’, para ser notas baixas na escola, comportamento não recomendáveis, a primeira namorada, acho pouco provável que eu continue escrevendo um diário público de coisas tão pessoais da vida de outra pessoa”.


Acredito que ele pode querer ter acesso a essa memória e se emocionar (...). Ele vai conhecer um pouco melhor seus pais e si mesmo"Flavia Silva, produtora de modaO blog “O Astronauta” é dedicado aos relatos sobre a maternidade e sobre João, de dois anos e meio. Como Leonor, Flavia espera que o filho encare o site como uma homenagem “Acho que ele vai encarar de forma positiva. Talvez, se ele ler em plena adolescência, pode achar todo esse ‘blablablá’ chato demais. Mas, acredito que em algum momento da vida ele pode querer ter acesso a essa memória e se emocionar, ficar feliz ou triste, mas principalmente ele vai conhecer um pouco melhor seus pais e si mesmo”.




Ela acredita, porém, que quando João crescer, o tom dos textos pode mudar. “Quando o assunto deixar de ser o desfralde e as ‘birras’, para ser notas baixas na escola, comportamento não recomendáveis, a primeira namorada, acho pouco provável que eu continue escrevendo um diário público de coisas tão pessoais da vida de outra pessoa”.


Com métodos e experiências diferentes, as mães blogueiras formam grandes comunidades na web. “Acompanho muitos blogs de mães, somos comadres virtuais. A verdade é que, quando entraram em cena


 A verdade é que, quando entraram em cena outras mães, o blog deixou de ser só um diário, para ser algo muito mais interativo e divertido”, diz a produtora de moda. “Várias meninas já me escreveram porque engravidaram cedo. Nossa relação acaba despertando boas coisas nelas também. Já fiz muitos amigos por conta do blog”, relata Leonor.

2 comentários:

Tatiana Bonotto Cake Designer disse...

Estou a cada dia mais apaxonada pelo blogs q venho visitado para divulga o meu...e percebi q estou perdendo tempo de não ter feito um para meu filho....
em breve estarei compatilhando os meus momentos.


Adorei..seu blog...estou navegando pra divulgar meu blog.

Visite meu blog e se gostar vai ser um prazer ter sua companhia.

bjs

www.tatidesignercake.blogspot.com

Anônimo disse...

Andas a pesquisa de uma forma para jogar apostas de desporto sem teres de investir?

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